Há quem considere as touradas um acto desumano. Há quem ache que as praxes são uma forma de bullying. Há também quem diga que são tradições nacionais e que devem ser mantidas a todo o custo.
A minha opinião acerca deste tema é que devemos continuar com estas tradições, pois elas são das poucas coisas que são tipicamente portuguesas. À excepção das touradas, que foram copiadas de Espanha e apenas servem para confirmar a teoria de que Portugal é um clone barato de Espanha.
Já os forcados são outra história. Não só não fazem mal aos touros (os touros é que lhes fazem mal a eles), como são uma tradição genuinamente portuguesa - não há forcados nas touradas espanholas. Por isso, têm de ser defendidos e mantidos. Até podem acabar com as touradas, mas os forcados têm de continuar.
O mesmo ocorre com as praxes académicas. Todavia, isso não quer dizer que este tipo de tradições tenha de ser mantido tal e qual como está. Eu sou a favor de manter as nossas tradições, mas adaptando-as aos tempos modernos, evoluindo-as. As praxes devem ser algo que divirta os caloiros e não apenas os veteranos.
Existem muitas outras tradições que estão a desaparecer e que são bem mais divertidas e menos polémicas do que estas - a Festa dos Diabos de Vinhais, o Carnaval dos Caretos, a Queima do Judas, o Enterro do Entrudo, e muitas outras.
O Estado - tanto o poder local como o poder central - deveria promover a continuação destas tradições e apostar na adaptação das mesmas aos tempos modernos, principalmente aquelas que são polémicas, como as praxes académicas e as touradas.
domingo, 11 de abril de 2010
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