Antes de mais, devo dizer que eu não ligo muito à moda. Visto-me de maneira simples e prática, sem me preocupar muito em ver "o que está na moda". Contudo, e como qualquer bom português, não posso deixar de mandar uns bitaites acerca do assunto. Ou não estivéssemos nós na blogosfera.
Não irei falar sobre o facto das modelos serem uns "paus de virar tripas" e que tal facto pode promover a anorexia e outros distúrbios alimentares. Nem irei opinar sobre o facto de os estilistas estarem convencidos que ditam as tendências da moda, quando, na verdade, quem o faz são os designers das grandes cadeias de lojas de pronto-a-vestir.
Irei reflectir sobre o conceito de "tendência" que guia a moda. Como sabem, as tendências variam consoante a época do ano - agora "está na moda" a cor roxa, no próximo Inverno "estará na moda" a cor azul. Esta estação usam-se as calças largas, na estação seguinte serão usadas calças mais justas. É assim que as coisas funcionam.
Ora, na minha opinião, o facto de as coisas funcionarem dessa maneira é errado. Cada ser humano é único. Cada pessoa tem (ou deveria ter) valor individual. Infelizmente, a nossa sociedade, apesar de teoricamente defender estes princípios, não os plaica na prática.
Onde está a promoção do individualismo quando as tendências da moda não variam de acordo com os tipos de personalidade mas sim com as épocas do ano? A ideia que se promove é que as pessoas pensam todas da mesma maneira, o que muda é o tempo.
Numa época em que se fala de empreendorismo e de inovação, eis aqui uma ideia: e que tal criar uma marca de pronto-a-vestir em que, em vez das tendências se alterarem cronológicamente, houvessem várias tendências diferentes ao mesmo tempo que procurassem valorizar os diversos tipos de personalidade e as diversas mentalidades que existem na sociedade, promovendo assim o individualismo?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Uma Ideia Tão Estúpida que Até Pode Ser Genial
Como todos vós sabeis, uma das questões que mais preocupa a população a nível mundial (a população dos países desenvolvidos, que os outros, coitados, têm mais que fazer) é o aquecimento global.
Não vou estar aqui a reflectir sobre a veracidade dessa teoria - há quem acredite piamente, há quem ache que é tudo aldrabice, há quem diga que as alterações do clima são naturais e que o homem não muda nada, etc.
Contudo, vou falar numa das possíveis consequências das alterações climáticas: o degelo dos pólos, em especial do pólo norte. Este degelo poderá levar ao aumento do nível médio das águas do mar, o que significa que países costeiros, como o nosso, correm o risco de serem inundados.
Ora, estava eu a reflectir calmamente sobre este assunto quando me veio à cabeça uma ideia tão estúpida que até poderia funcionar. Digo "estúpida" porque, apesar de ser algo tão óbvio, nunca ouvi ninguém defender esta ideia.
A minha ideia estúpida/genial é esta: e que tal se arranjassem uma forma de "desmantelar" os icebergs, "cortando-os" em pedaços, e levar esses pedaços para países com falta de água (África, Ásia), eventualmente criando lagos artificiais que poderiam fornecer água àquelas populações?
Era matar dois coelhos de uma cajadada só. Evitava-se o aumento do nível médio das águas do mar (e, consequentemente, a inundação de países como Portugal) ao mesmo tempo que se combatia a sede e a falta de fertilidade das terras em países sub-desenvolvidos.
Não vou estar aqui a reflectir sobre a veracidade dessa teoria - há quem acredite piamente, há quem ache que é tudo aldrabice, há quem diga que as alterações do clima são naturais e que o homem não muda nada, etc.
Contudo, vou falar numa das possíveis consequências das alterações climáticas: o degelo dos pólos, em especial do pólo norte. Este degelo poderá levar ao aumento do nível médio das águas do mar, o que significa que países costeiros, como o nosso, correm o risco de serem inundados.
Ora, estava eu a reflectir calmamente sobre este assunto quando me veio à cabeça uma ideia tão estúpida que até poderia funcionar. Digo "estúpida" porque, apesar de ser algo tão óbvio, nunca ouvi ninguém defender esta ideia.
A minha ideia estúpida/genial é esta: e que tal se arranjassem uma forma de "desmantelar" os icebergs, "cortando-os" em pedaços, e levar esses pedaços para países com falta de água (África, Ásia), eventualmente criando lagos artificiais que poderiam fornecer água àquelas populações?
Era matar dois coelhos de uma cajadada só. Evitava-se o aumento do nível médio das águas do mar (e, consequentemente, a inundação de países como Portugal) ao mesmo tempo que se combatia a sede e a falta de fertilidade das terras em países sub-desenvolvidos.
sábado, 24 de julho de 2010
O Ensino Preparatório
Há poucas semanas atrás, foi noticiado que o ensino preparatório vai sofrer alterações. Todavia, na prática, fica tudo na mesma, a única coisa que muda é a divisão entre 2.º e 3.º ciclos. De resto, aquilo que é mais importante - o que é ensinado - permanece igual.
Já passaram muitos anos desde o tempo em que andei no ensino preparatório; contudo, pelo que sei, não houve grandes alterações - à excepção da disciplina de informática, que não existia no meu tempo, bem como uma data de outras "disciplinas" de utilidade duvidosa: formação cívica, estudo acompanhado e área de projecto.
Segundo as minhas fontes, o "estudo acompanhado" consiste em obrigar os alunos a estarem numa sala durante duas horas para, supostamente, fazerem os trabalhos de casa, podendo contar com a ajuda do professor. Ora, a ideia é boa, mas o verdadeiro resultado é este: os alunos fazem os trabalhos na primeira meia hora da aula (claro que também há quem tenha feito e também quem prefira fazê-los em casa). O resto da longa aula serve para se colocar a conversa em dia.
A disciplina de "formação cívica", dada normalmente pelo director de turma, é também uma longa aula cuja finalidade é um mistério. Também foi criada com boas intenções, mas, tal como estudo acompanhado, acaba por servir para os alunos conversarem um pouco. Eventualmente, lá farão algum trabalho sobre um tema politicamente correcto, mas acaba por ser sempre tempo perdido.
Área de projecto será, talvez, a mais útil - ou melhor, a menos inútil - destas três curiosas disciplinas. Aqui os alunos aprendem como deve ser estruturado um trabalho e, normalmente, até realizam um pequeno trabalho de pesquisa. Todavia, isto leva-me a perguntar: será que era preciso criar uma disciplina para isto? Não poderia esta matéria ser enquadrada noutra disciplina? Língua portuguesa, por exemplo.
Ora, estas três disciplinas tem pouca utilidade e, ainda por cima, aumentam a já pesada carga horário dos alunos. Não é de admirar que continuem a haver estudantes a ganhar aversão à escola e a questionar a utilidade da matéria leccionada.
Como sabem, e ao contrário da maioria dos outros comentadores, eu gosto de apresentar alternativas. Eis como, na minha modesta opinião, deveria estar organizado o ensino preparatório (ou seja, do 5.º ao 9.º anos de escolaridade):
- Diminuir o peso de teoria inútil na matéria leccionada. Existem dois tipos de teoria: há a teoria útil e essencial para compreender matérias mais avançadas (aqui enquadra-se a teoria de disciplinas como matemática, físico-química, ou ciências naturais); e depois há a teoria inútil, como a que é dada em língua portuguesa e que não tem aplicações práticas.
- Incluir matérias que, por razões misteriosas, não são abordadas na actualidade. Aqui inclui-se matérias ligadas à economia, contabilidade e gestão, que poderiam perfeitamente começar a ser ensinadas no 8.º ano, enquadradas em matemática e em geografia.
- Ensinar o modo de funcionamento do Estado - os impostos, a segurança social, as conservatórias, os tribunais, a polícia, o serviço nacional de saúde, a política, entre outros. E, já agora, quais as burocracias necessárias para criar uma empresa ou quais os direitos e deveres consagrados por um contrato de trabalho, por exemplo.
- Diminuir gradualmente o número de aulas de educação física. Ou seja, um aluno do 9.º teria menos aulas que um do 5.º ano. Isto porque não será no 9.º que se irá incutir o gosto da prática do desporto em quem nunca desenvolveu esse hábito. Mais vale poupar esse tempo e gastá-lo em disciplinas mais úteis.
- Ensinar os alunos a cozinhar. Eu sei, à primeira vista parece um disparate. Mas pensem comigo: se já há uma disciplina onde se ensina a serrar e a lixar (EVT) e a fazer biscates eléctricos (educação tecnológica), porque não uma disciplina para ensinar a cozinhar, aí no 7.º ou no 8.º ano? Até porque nem todos os pais têm tempo e/ou paciência para ensinar isto os filhos.
- Em matemática, apostar mais em problemas práticos do que em exercícios abstractos. Sabem porque só há a disciplina de filosofia para alunos do secundário? Porque, antes dessa idade, as crianças/jovens são incapazes de pensar em coisas abstractas. Por isso é que os problemas em matemática deviam basear em questões práticas, ligadas a, por exemplo, gestão, engenharia ou estatística. Isto iria não apenas melhorar a aprendizagem, como também aumentar a motivação dos alunos, que assim iriam compreender a utilidade desta disciplina.
- Em língua portuguesa, ensinar a redigir cartas, actas, relatórios, currículos, trabalhos científicos, textos argumentativos, artigos jornalísticos, e, se houver tempo, textos de escrita criativa. Isto seria muito mais útil do que decorar quais as funções sintácticas ou o que são palavras homófonas.
- Em história, em vez de pedir que as crianças/jovens decorem datas e acontecimentos históricos que não compreendem, ensinar a "essência" de cada época da história da humanidade - como era o quotidiano da época medieval, por exemplo - quais os costumes, a mentalidade, o estilo arquitectónico, a roupa, as divisões políticas, as questões centrais daquela sociedade, etc.
Já passaram muitos anos desde o tempo em que andei no ensino preparatório; contudo, pelo que sei, não houve grandes alterações - à excepção da disciplina de informática, que não existia no meu tempo, bem como uma data de outras "disciplinas" de utilidade duvidosa: formação cívica, estudo acompanhado e área de projecto.
Segundo as minhas fontes, o "estudo acompanhado" consiste em obrigar os alunos a estarem numa sala durante duas horas para, supostamente, fazerem os trabalhos de casa, podendo contar com a ajuda do professor. Ora, a ideia é boa, mas o verdadeiro resultado é este: os alunos fazem os trabalhos na primeira meia hora da aula (claro que também há quem tenha feito e também quem prefira fazê-los em casa). O resto da longa aula serve para se colocar a conversa em dia.
A disciplina de "formação cívica", dada normalmente pelo director de turma, é também uma longa aula cuja finalidade é um mistério. Também foi criada com boas intenções, mas, tal como estudo acompanhado, acaba por servir para os alunos conversarem um pouco. Eventualmente, lá farão algum trabalho sobre um tema politicamente correcto, mas acaba por ser sempre tempo perdido.
Área de projecto será, talvez, a mais útil - ou melhor, a menos inútil - destas três curiosas disciplinas. Aqui os alunos aprendem como deve ser estruturado um trabalho e, normalmente, até realizam um pequeno trabalho de pesquisa. Todavia, isto leva-me a perguntar: será que era preciso criar uma disciplina para isto? Não poderia esta matéria ser enquadrada noutra disciplina? Língua portuguesa, por exemplo.
Ora, estas três disciplinas tem pouca utilidade e, ainda por cima, aumentam a já pesada carga horário dos alunos. Não é de admirar que continuem a haver estudantes a ganhar aversão à escola e a questionar a utilidade da matéria leccionada.
Como sabem, e ao contrário da maioria dos outros comentadores, eu gosto de apresentar alternativas. Eis como, na minha modesta opinião, deveria estar organizado o ensino preparatório (ou seja, do 5.º ao 9.º anos de escolaridade):
- Diminuir o peso de teoria inútil na matéria leccionada. Existem dois tipos de teoria: há a teoria útil e essencial para compreender matérias mais avançadas (aqui enquadra-se a teoria de disciplinas como matemática, físico-química, ou ciências naturais); e depois há a teoria inútil, como a que é dada em língua portuguesa e que não tem aplicações práticas.
- Incluir matérias que, por razões misteriosas, não são abordadas na actualidade. Aqui inclui-se matérias ligadas à economia, contabilidade e gestão, que poderiam perfeitamente começar a ser ensinadas no 8.º ano, enquadradas em matemática e em geografia.
- Ensinar o modo de funcionamento do Estado - os impostos, a segurança social, as conservatórias, os tribunais, a polícia, o serviço nacional de saúde, a política, entre outros. E, já agora, quais as burocracias necessárias para criar uma empresa ou quais os direitos e deveres consagrados por um contrato de trabalho, por exemplo.
- Diminuir gradualmente o número de aulas de educação física. Ou seja, um aluno do 9.º teria menos aulas que um do 5.º ano. Isto porque não será no 9.º que se irá incutir o gosto da prática do desporto em quem nunca desenvolveu esse hábito. Mais vale poupar esse tempo e gastá-lo em disciplinas mais úteis.
- Ensinar os alunos a cozinhar. Eu sei, à primeira vista parece um disparate. Mas pensem comigo: se já há uma disciplina onde se ensina a serrar e a lixar (EVT) e a fazer biscates eléctricos (educação tecnológica), porque não uma disciplina para ensinar a cozinhar, aí no 7.º ou no 8.º ano? Até porque nem todos os pais têm tempo e/ou paciência para ensinar isto os filhos.
- Em matemática, apostar mais em problemas práticos do que em exercícios abstractos. Sabem porque só há a disciplina de filosofia para alunos do secundário? Porque, antes dessa idade, as crianças/jovens são incapazes de pensar em coisas abstractas. Por isso é que os problemas em matemática deviam basear em questões práticas, ligadas a, por exemplo, gestão, engenharia ou estatística. Isto iria não apenas melhorar a aprendizagem, como também aumentar a motivação dos alunos, que assim iriam compreender a utilidade desta disciplina.
- Em língua portuguesa, ensinar a redigir cartas, actas, relatórios, currículos, trabalhos científicos, textos argumentativos, artigos jornalísticos, e, se houver tempo, textos de escrita criativa. Isto seria muito mais útil do que decorar quais as funções sintácticas ou o que são palavras homófonas.
- Em história, em vez de pedir que as crianças/jovens decorem datas e acontecimentos históricos que não compreendem, ensinar a "essência" de cada época da história da humanidade - como era o quotidiano da época medieval, por exemplo - quais os costumes, a mentalidade, o estilo arquitectónico, a roupa, as divisões políticas, as questões centrais daquela sociedade, etc.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O Rei Ghob, Senhor dos Gnomos
Não, não é o título de um livro de fantasia medieval estilo Senhor dos Anéis. É o pseudónimo de Francisco Leitão, um quarentão alucinado que afirma fazer previsões, mora numa casa "acastelada" mobilada com objectos esótericos, e que terá morto três pessoas.
Aparentemente, houve jovens que foram palermas o suficiente para se juntarem à "seita" do "Rei dos Gnomos". Ou então, talvez tivessem consciência de que era tudo aldrabice mas, ainda assim, tiveram a infeliz ideia de observar de perto as patetices do maluco.
Embora afirme ser filho de Satanás, a verdade é que Francisco Leitão era filho de um sucateiro, de quem herdou o negócio. Depois do Godinho do processo Face Oculta, este já é o segundo criminoso ligado ao sector do ferro-velho... estou a ver que é um ramo especialmente indicado para a gatunagem.
Bom, mas vamos ao mais bizarro deste caso: os vídeos que o alegado assassino colocou no Youtube! (Esta deve ser a primeira vez que é possível termos acesso a tanto vídeo de um homicida)
As "profecias":
Os "poderes":
A patetice:
Aparentemente, houve jovens que foram palermas o suficiente para se juntarem à "seita" do "Rei dos Gnomos". Ou então, talvez tivessem consciência de que era tudo aldrabice mas, ainda assim, tiveram a infeliz ideia de observar de perto as patetices do maluco.
Embora afirme ser filho de Satanás, a verdade é que Francisco Leitão era filho de um sucateiro, de quem herdou o negócio. Depois do Godinho do processo Face Oculta, este já é o segundo criminoso ligado ao sector do ferro-velho... estou a ver que é um ramo especialmente indicado para a gatunagem.
Bom, mas vamos ao mais bizarro deste caso: os vídeos que o alegado assassino colocou no Youtube! (Esta deve ser a primeira vez que é possível termos acesso a tanto vídeo de um homicida)
As "profecias":
Os "poderes":
A patetice:
terça-feira, 20 de julho de 2010
O Fim da Playboy Portuguesa
Como os meus leitores devem saber, a edição portuguesa da revista Playbou vai acabar. Isto deve-se a vários factores, sendo que o último destes foi a ideia peregrina de colocar Jesus Cristo na capa da revista, acompanhado de uma mulher nua, como forma de homenagem a José Saramago.
Que raio de homenagem! Em primeiro lugar, porque diabo é que a Playboy decidiu fazer uma homenagem ao escritor? Porventura fizeram eles uma edição especial aquando das últimas eleições legislativas? Ou aquando da tomada de poder de Passos Coelho como líder do PSD? Ou aquando do caso TVI? Não, claro que não. É uma revista masculina/erótica, não é a VISÃO. Não tem nada que fazer homenagens a figuras recentemente falecidas.
Mas as bizarrias da Playboy portuguesa não são de agora. Basta pensar na escolha de certas mulheres para capa - muitas delas seleccionadas porque são "tias" "famosas" e não por serem mulheres com um bom aspecto físico. E era quando eles não punham homens na capa, como da outra vez que puseram Ricardo Araújo Pereira, ou agora que puseram um gajo vestido de Jesus Cristo.
De qualquer maneira, as revistas masculinas estão passar por um mau bocado. Em Portugal, além da Playboy, a FHM também já acabou (ninguém deu por isso porque não terminou com tanto alarido). Mas não é só em Portugal, é em todo o mundo que estas revistas estão em crise. Isto deve-se à Internet. Para quê gastar dinheiro a comprar uma revista masculina, quando, passados uns dias, se podem ver as fotos num blog? Para quê comprar a Playboy quando se podem ver vídeos de gajas nuas (e até vídeos pornográficos) de graça, na Internet?
Todavia, no caso de países como o Reino Unido (muitos dos vídeos do Blog Jibóias são de sessões fotográficas para revistas masculinas britânicas), algumas das revistas ainda se safam. Basta pensar na Nuts, que, apesar de ser semanal (o que é bastante arriscado, convenhamos), tem conseguido sobreviver. Isto deve-se a dois factores: em primeiro lugar, em Inglaterra, comprar uma "lad's mag" é ainda algo que aumenta o estatuto dos adolescentes. É uma espécie de ritual de passagem, uma forma de mostrar que já não são crianças. O outro factor é este: as miúdas que pousam para as revistas não são nem "tias" quarentonas, nem tábuas-rasas saídas de uma agência de modelos de moda. São jovens voluptuosas entre os 20 e os 27 anos, com seios volumosos, escolhidas por agências especializadas em "glamour models". Não são famosas, é verdade (embora, com o tempo, acabem por ganhar alguma notoriedade), mas são muito sensuais.
Ora, se no estrangeiro, com modelos verdadeiramente deslumbrantes, as coisas não estão a correr bem devido à Internet, então imaginem em Portugal, com pseudo-celebridades enrugadas e cheias de plásticas ou com cachopas dos "Morangos com Açúcar" sem curvas no corpo. Isto para não falar da falta de imaginação e de qualidade dos fotógrafos, ou do facto que, à excepção da Playboy, as revistas masculinas portuguesas nunca mostrarem os seios das modelos (já as "lad's mags" britânicas têm sempre, ou quase sempre, mulheres em topless).
Que raio de homenagem! Em primeiro lugar, porque diabo é que a Playboy decidiu fazer uma homenagem ao escritor? Porventura fizeram eles uma edição especial aquando das últimas eleições legislativas? Ou aquando da tomada de poder de Passos Coelho como líder do PSD? Ou aquando do caso TVI? Não, claro que não. É uma revista masculina/erótica, não é a VISÃO. Não tem nada que fazer homenagens a figuras recentemente falecidas.
Mas as bizarrias da Playboy portuguesa não são de agora. Basta pensar na escolha de certas mulheres para capa - muitas delas seleccionadas porque são "tias" "famosas" e não por serem mulheres com um bom aspecto físico. E era quando eles não punham homens na capa, como da outra vez que puseram Ricardo Araújo Pereira, ou agora que puseram um gajo vestido de Jesus Cristo.
De qualquer maneira, as revistas masculinas estão passar por um mau bocado. Em Portugal, além da Playboy, a FHM também já acabou (ninguém deu por isso porque não terminou com tanto alarido). Mas não é só em Portugal, é em todo o mundo que estas revistas estão em crise. Isto deve-se à Internet. Para quê gastar dinheiro a comprar uma revista masculina, quando, passados uns dias, se podem ver as fotos num blog? Para quê comprar a Playboy quando se podem ver vídeos de gajas nuas (e até vídeos pornográficos) de graça, na Internet?
Todavia, no caso de países como o Reino Unido (muitos dos vídeos do Blog Jibóias são de sessões fotográficas para revistas masculinas britânicas), algumas das revistas ainda se safam. Basta pensar na Nuts, que, apesar de ser semanal (o que é bastante arriscado, convenhamos), tem conseguido sobreviver. Isto deve-se a dois factores: em primeiro lugar, em Inglaterra, comprar uma "lad's mag" é ainda algo que aumenta o estatuto dos adolescentes. É uma espécie de ritual de passagem, uma forma de mostrar que já não são crianças. O outro factor é este: as miúdas que pousam para as revistas não são nem "tias" quarentonas, nem tábuas-rasas saídas de uma agência de modelos de moda. São jovens voluptuosas entre os 20 e os 27 anos, com seios volumosos, escolhidas por agências especializadas em "glamour models". Não são famosas, é verdade (embora, com o tempo, acabem por ganhar alguma notoriedade), mas são muito sensuais.
Ora, se no estrangeiro, com modelos verdadeiramente deslumbrantes, as coisas não estão a correr bem devido à Internet, então imaginem em Portugal, com pseudo-celebridades enrugadas e cheias de plásticas ou com cachopas dos "Morangos com Açúcar" sem curvas no corpo. Isto para não falar da falta de imaginação e de qualidade dos fotógrafos, ou do facto que, à excepção da Playboy, as revistas masculinas portuguesas nunca mostrarem os seios das modelos (já as "lad's mags" britânicas têm sempre, ou quase sempre, mulheres em topless).
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Passos Coelho e a Revisão (In)Constitucional
Pedro Passos Coelho continua a achar que o povo português é estúpido. A sorte dele é que a maioria dos portugueses são, de facto, muito estúpidos. Tão estúpidos que lhe hão-de dar uma maioria absoluta, como aliás deram a Sócrates há cinco anos atrás.
O líder do PSD, que pretende ser um reformista arrojado e corajoso, lembrou-se que seria agora o momento ideal para fazer umas alteraçõezitas à nossa Constituição. Isto porque, como qualquer um pode ver, não há nada de mais importante para se debater na actualidade.
Quer o social-democrata neoliberal (paradoxos destes só em Portugal) que os mandatos do presidente da república durem seis anos, em vez de cinco. Bom, em primeiro lugar, não estou a ver qual a utilidade de aumentar o mandato presidencial. Em segundo lugar, parece-me que Passos Coelho não é muito bom a fazer contas: por norma, um presidente tem facilidade em ser reeleito, o que significa que estaria doze anos no poder. Ora, tendo em conta que os candidatos presidenciais tendem a ter, pelo menos, uns sessenta anos...
Para além dos mandatos presidenciais, Passos Coelho deseja também aumentar o mandato do governo por cinco anos. Eu até concordaria, mas apenas se Portugal tivesse bons políticos. Como tal não se verifica, o melhor é ficarmo-nos pelo mandato de quatro anos, que já é tempo mais que suficiente para que o pessoal do PS e do PSD, alternadamente, façam a asneirada medíocre do costume.
Os nossos sociais-democratas de trazer no bolso propõe ainda uma série de alterações que consistem em substituir algumas palavras por sinónimos, embora o façam de maneira a dar um pendor menos esquerdista e mais neoliberal à Constituição. Independentmente de se ser a favor ou não do neoliberalismo, acho que não era preciso alterar a Constituição para o colocar em prática.
Todavia, o facto é que, tendo em conta os problemas do nosso país, duvido que o neoliberalismo seja a solução, muito pelo contrário. Num país onde as classes ricas são incapazes de inovar ou, pelo menos, investir em que inova, cabe ao Estado o papel de financiar e estimular o empreendedorismo. Isto para não falar da necessidade de um Estado-Providência para amparar os mais desfavorecidos - que, com a precariedade e com a miséria que temos em Portugal, bem precisam de ajuda.
Sinceramente, tenho pena que estas propostas idiotas sejam a única demonstração de desejo de mudança que os nossos políticos exibem. Sim, porque se fosse para tentar criar um novo sistema político, pensado especialmente para Portugal, que tivesse objectivos mais ambiciosos e que tentasse melhorar realmente a nossa sociedade, aí ninguém, nem da esquerda nem da direita, estaria interessado.
O líder do PSD, que pretende ser um reformista arrojado e corajoso, lembrou-se que seria agora o momento ideal para fazer umas alteraçõezitas à nossa Constituição. Isto porque, como qualquer um pode ver, não há nada de mais importante para se debater na actualidade.
Quer o social-democrata neoliberal (paradoxos destes só em Portugal) que os mandatos do presidente da república durem seis anos, em vez de cinco. Bom, em primeiro lugar, não estou a ver qual a utilidade de aumentar o mandato presidencial. Em segundo lugar, parece-me que Passos Coelho não é muito bom a fazer contas: por norma, um presidente tem facilidade em ser reeleito, o que significa que estaria doze anos no poder. Ora, tendo em conta que os candidatos presidenciais tendem a ter, pelo menos, uns sessenta anos...
Para além dos mandatos presidenciais, Passos Coelho deseja também aumentar o mandato do governo por cinco anos. Eu até concordaria, mas apenas se Portugal tivesse bons políticos. Como tal não se verifica, o melhor é ficarmo-nos pelo mandato de quatro anos, que já é tempo mais que suficiente para que o pessoal do PS e do PSD, alternadamente, façam a asneirada medíocre do costume.
Os nossos sociais-democratas de trazer no bolso propõe ainda uma série de alterações que consistem em substituir algumas palavras por sinónimos, embora o façam de maneira a dar um pendor menos esquerdista e mais neoliberal à Constituição. Independentmente de se ser a favor ou não do neoliberalismo, acho que não era preciso alterar a Constituição para o colocar em prática.
Todavia, o facto é que, tendo em conta os problemas do nosso país, duvido que o neoliberalismo seja a solução, muito pelo contrário. Num país onde as classes ricas são incapazes de inovar ou, pelo menos, investir em que inova, cabe ao Estado o papel de financiar e estimular o empreendedorismo. Isto para não falar da necessidade de um Estado-Providência para amparar os mais desfavorecidos - que, com a precariedade e com a miséria que temos em Portugal, bem precisam de ajuda.
Sinceramente, tenho pena que estas propostas idiotas sejam a única demonstração de desejo de mudança que os nossos políticos exibem. Sim, porque se fosse para tentar criar um novo sistema político, pensado especialmente para Portugal, que tivesse objectivos mais ambiciosos e que tentasse melhorar realmente a nossa sociedade, aí ninguém, nem da esquerda nem da direita, estaria interessado.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Um Novo Sistema Político
Ao contrário dos outros comentadores, eu gosto de dar ideias para resolver os problemas.
Ora, um dos temas mais badalados nos últimos tempos é o desejo de Passos Coelho realizar profundas alterações ao Estado português. Tirar o Estado dos negócios, alterar a Consitiuição... muito bem, sendo assim, também eu irei descrever o que, para mim, seria um sistema político melhor. Não digo que fosse perfeito, pois os tugas são capazes de perverter tudo, mas talvez (ênfase no "talvez") funcionasse melhor do que o que temos agora.
Primeiro, vamos arranjar uma maneira de acabar com o "partidarismo", isto é, o facto dos políticos estarem mais interessados em ganhar votos para o seu partido do que em ajudar o país.
Eu proponho que se corte o mal pela raiz: como eu já referi há uns tempos, existem dois eixos que definem a ideologia dum partido: o cima-baixo (dirigismo-liberalismo) e o esquerda-direita (progresso-tradição). Ora, isto significa que há apenas quatro grandes quadrantes políticos: Socialismo (dirigismo,progresso), Nacionalismo (dirigismo,tradição), Capitalismo (liberalismo,tradição) e Liberalismo (liberalismo,progresso).
Assim, existiriam apenas quatro partidos - Capitalista, Socialista, Liberal e Nacionalista. Cada um teria 25 deputados no parlamento - o que significa que haveria 100 deputados no total, bem menos do que os que temos hoje.
Como eu referi, só haveriam estes partidos (pois são estas as ideologias que existem na actualidade) e cada um teria sempre 25 deputados. Logo, não haveria a tentação de fazer populismo, pois ninguém iria perder ou ganhar lugares no parlamento.
Bom, o leitor irá pensar, e com razão, que este sistema não é democrático, pois não se pode alterar o número de deputados através do voto. Todavia, garanto que este sistema promoveria uma democracia mais directa do que actual, como explicarei de seguida.
Outro dos problemas da nossa democracia é o facto dos políticos estarem distantes do povo, apesar de eles serem eleitos por distritos, e, supostamente, deverem representar os interesses dessa região.
Ora, neste meu sistema político, não se votava a distribuição de lugares no parlamento, mas votava-se em quais os deputados que nos iriam representar. Passo a explicar: como referi, cada partido tinha 25 deputados; ora, esses deputados eram divididos pelas regiões do nosso país, de modo a que, por exemplo, cada região tivesse direito a dois deputados de cada partido - ou seja, oito deputados, no total.
Ora, de quatro em quatro anos, os cidadãos iriam eleger quem seriam esses oito deputados. Para cada partido, escolhiam os dois deputados que os iriam representar. Isto significa que, dentro de cada partido, haveriam vários candidatos. Por exemplo, dentro do partido Nacionalista, haveriam os condidatos do CDS-PP, os do PPM e os do PNR.
Os deputados eram obrigados a passar uma semana por mês na região pela qual foram eleitos para ouvirem as queixas e propostas dos cidadãos. Caso falhassem esta obrigação, pagariam multas e, eventualmente, seriam substituídos, para tal realizando-se eleições intercalares na sua região.
Agora vamos ver como seria escolhido o governo. As eleições para o governo funcionariam do mesmo modo que as presidenciais. Para começar, os candidatos, ainda que pudessem simpatizar com uma ideologia, deveriam estar acima dos partidos, ainda que estes pudessem dar o seu apoio/preferência a certos candidatos.
Os candidatos teriam de fazer uma lista com as pessoas que iriam ocupar cada cargo - ministro das finanças, da educação, da justiça, etc. Isto permitira que os cidadãos analisassem bem o currículo dos futuros governantes.
Se nenhuma lista candidata conseguisse maioria absoluta nas eleições, realizar-se-ia uma segunda volta com as duas listas mais votadas. A que tivesse maioria - quer simples, quer absoluta - seria quem formaria governo.
Estas eleições não aconteceriam ao mesmo tempo que as eleições dos deputados; a eleição dos deputados aconteceria a meio do mandato do governo.
No parlamento, não haveriam nem líderes de grupos parlamentares, nem disciplina de voto. Não haveria nenhuma liderança organizada em nenhum partido, e cada deputado deveria pensar pela sua própria cabeça. Obviamente que cada deputado seguiria os ideais do seu quadrante político, mas teria também de zelar pelos interesses da região que representasse.
A quantidade de mandatos que um deputado poderia ter seria limitada a três, e o mesmo aconteceria à quantidade de mandatos dum governo.
Estes quatro partidos poderiam ser financiados pelo estado (tal como acontece um pouco na actualidade), mas, em contrapartida, não haveria quotas, permitindo que qualquer sujeito, independentemente das suas posses, pudesse participar na política.
É certo que este sistema político não seria perfeito, mas talvez funcionasse melhor do que o que temos em Portugal...
Ora, um dos temas mais badalados nos últimos tempos é o desejo de Passos Coelho realizar profundas alterações ao Estado português. Tirar o Estado dos negócios, alterar a Consitiuição... muito bem, sendo assim, também eu irei descrever o que, para mim, seria um sistema político melhor. Não digo que fosse perfeito, pois os tugas são capazes de perverter tudo, mas talvez (ênfase no "talvez") funcionasse melhor do que o que temos agora.
Primeiro, vamos arranjar uma maneira de acabar com o "partidarismo", isto é, o facto dos políticos estarem mais interessados em ganhar votos para o seu partido do que em ajudar o país.
Eu proponho que se corte o mal pela raiz: como eu já referi há uns tempos, existem dois eixos que definem a ideologia dum partido: o cima-baixo (dirigismo-liberalismo) e o esquerda-direita (progresso-tradição). Ora, isto significa que há apenas quatro grandes quadrantes políticos: Socialismo (dirigismo,progresso), Nacionalismo (dirigismo,tradição), Capitalismo (liberalismo,tradição) e Liberalismo (liberalismo,progresso).
Assim, existiriam apenas quatro partidos - Capitalista, Socialista, Liberal e Nacionalista. Cada um teria 25 deputados no parlamento - o que significa que haveria 100 deputados no total, bem menos do que os que temos hoje.
Como eu referi, só haveriam estes partidos (pois são estas as ideologias que existem na actualidade) e cada um teria sempre 25 deputados. Logo, não haveria a tentação de fazer populismo, pois ninguém iria perder ou ganhar lugares no parlamento.
Bom, o leitor irá pensar, e com razão, que este sistema não é democrático, pois não se pode alterar o número de deputados através do voto. Todavia, garanto que este sistema promoveria uma democracia mais directa do que actual, como explicarei de seguida.
Outro dos problemas da nossa democracia é o facto dos políticos estarem distantes do povo, apesar de eles serem eleitos por distritos, e, supostamente, deverem representar os interesses dessa região.
Ora, neste meu sistema político, não se votava a distribuição de lugares no parlamento, mas votava-se em quais os deputados que nos iriam representar. Passo a explicar: como referi, cada partido tinha 25 deputados; ora, esses deputados eram divididos pelas regiões do nosso país, de modo a que, por exemplo, cada região tivesse direito a dois deputados de cada partido - ou seja, oito deputados, no total.
Ora, de quatro em quatro anos, os cidadãos iriam eleger quem seriam esses oito deputados. Para cada partido, escolhiam os dois deputados que os iriam representar. Isto significa que, dentro de cada partido, haveriam vários candidatos. Por exemplo, dentro do partido Nacionalista, haveriam os condidatos do CDS-PP, os do PPM e os do PNR.
Os deputados eram obrigados a passar uma semana por mês na região pela qual foram eleitos para ouvirem as queixas e propostas dos cidadãos. Caso falhassem esta obrigação, pagariam multas e, eventualmente, seriam substituídos, para tal realizando-se eleições intercalares na sua região.
Agora vamos ver como seria escolhido o governo. As eleições para o governo funcionariam do mesmo modo que as presidenciais. Para começar, os candidatos, ainda que pudessem simpatizar com uma ideologia, deveriam estar acima dos partidos, ainda que estes pudessem dar o seu apoio/preferência a certos candidatos.
Os candidatos teriam de fazer uma lista com as pessoas que iriam ocupar cada cargo - ministro das finanças, da educação, da justiça, etc. Isto permitira que os cidadãos analisassem bem o currículo dos futuros governantes.
Se nenhuma lista candidata conseguisse maioria absoluta nas eleições, realizar-se-ia uma segunda volta com as duas listas mais votadas. A que tivesse maioria - quer simples, quer absoluta - seria quem formaria governo.
Estas eleições não aconteceriam ao mesmo tempo que as eleições dos deputados; a eleição dos deputados aconteceria a meio do mandato do governo.
No parlamento, não haveriam nem líderes de grupos parlamentares, nem disciplina de voto. Não haveria nenhuma liderança organizada em nenhum partido, e cada deputado deveria pensar pela sua própria cabeça. Obviamente que cada deputado seguiria os ideais do seu quadrante político, mas teria também de zelar pelos interesses da região que representasse.
A quantidade de mandatos que um deputado poderia ter seria limitada a três, e o mesmo aconteceria à quantidade de mandatos dum governo.
Estes quatro partidos poderiam ser financiados pelo estado (tal como acontece um pouco na actualidade), mas, em contrapartida, não haveria quotas, permitindo que qualquer sujeito, independentemente das suas posses, pudesse participar na política.
É certo que este sistema político não seria perfeito, mas talvez funcionasse melhor do que o que temos em Portugal...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Não Votem nos Grandes Partidos
Muito se tem reflectido, debatido, discutido e re-discutido sobre os culpados pela situação catastrófica em que o nosso país se encontra. Facilmente se constata que a crise não é a culpada; ela apenas veio amplificar o atraso de Portugal.
O facto é que este atraso é causado por vários factores culturais e estruturais que apenas poderiam ser corrigidos através de um governo especialmente iluminado e competente, coisa que nenhum dos grandes partidos nos oferece. Assim, é normal culparmos os nossos políticos pela situação em que nos encontramos. E, depois, culpamos os imigrantes, os capitalistas, os funcionários públicos...
Contudo, se quisermos ver a face dos verdadeiros culpados, basta olharmo-nos ao espelho. Porque apesar das culpas dos políticos e afins, o facto é que, de 4 em 4 anos, é-nos dada a possibilidade de, sem esforço e sem perigo, mudar o país. No entanto, nós recusamos essa possibilidade, pois são sempre os mesmos que acabam por chegar ao parlamento.
Ainda nem sabemos se vão haver eleições antecipadas ou não, e já é um dado adquirido que o próximo primeiro-ministro chamar-se-á Pedro Passos Coelho. A maioria nem sabe quais os ideias dele. Muitos votarão nele porque tem um bom aspecto físico, outros porque acreditam mesmo que ele vai "mudar" o país - esquecem-se que a aconteceu exactamente a mesma coisa com o Sócrates. E com o Durão. E com o Guterres.
Depois há aqueles que, por preguiça ou por terem desistido, não votam, e ainda os que votam em branco ou nulo. Mas esquecem-se que os votos brnacos, nulos e a abstenção não conta para a distribuição de lugares no parlamento.
Não estou com isto a dizer que partidos extremistas, como o PNR ou o PCTP MRPP, ou sem ideologia, como o MEP ou o MMS, fossem melhor a governar o país. A questão é que, exactamente por esses partidos não serem, aparantemente, melhores do que os que estão no parlamento, uma eventual eleição de alguns dos seus membros para o parlamento faria com que os partidos do poder se vissem obrigados a mudar verdadeiramente de atitude.
Notem que, por muita mudança que o PS ou PSD ofereçam, a realidade é que eles não querem mudar o país, pois, afinal, este é o país que os elege sempre e onde eles fazem o que bem entendem. Não há, portanto, ne necessidade nem interesse mudar este país. Este é o país de sonho do PS e do PSD, pois é o país em que eles estão no topo da pirâmide.
E é por isso que eu peço a quem vota em branco ou nulo e a quem se abstem que faça o favor de votar nos pequenos partidos, para que os partidos do poder - o PS, o PSD, a CDU, o BE e o CDPS-PP - percebam que a sua hegemonia está em risco e que é imperativo inverter a situação.
O facto é que este atraso é causado por vários factores culturais e estruturais que apenas poderiam ser corrigidos através de um governo especialmente iluminado e competente, coisa que nenhum dos grandes partidos nos oferece. Assim, é normal culparmos os nossos políticos pela situação em que nos encontramos. E, depois, culpamos os imigrantes, os capitalistas, os funcionários públicos...
Contudo, se quisermos ver a face dos verdadeiros culpados, basta olharmo-nos ao espelho. Porque apesar das culpas dos políticos e afins, o facto é que, de 4 em 4 anos, é-nos dada a possibilidade de, sem esforço e sem perigo, mudar o país. No entanto, nós recusamos essa possibilidade, pois são sempre os mesmos que acabam por chegar ao parlamento.
Ainda nem sabemos se vão haver eleições antecipadas ou não, e já é um dado adquirido que o próximo primeiro-ministro chamar-se-á Pedro Passos Coelho. A maioria nem sabe quais os ideias dele. Muitos votarão nele porque tem um bom aspecto físico, outros porque acreditam mesmo que ele vai "mudar" o país - esquecem-se que a aconteceu exactamente a mesma coisa com o Sócrates. E com o Durão. E com o Guterres.
Depois há aqueles que, por preguiça ou por terem desistido, não votam, e ainda os que votam em branco ou nulo. Mas esquecem-se que os votos brnacos, nulos e a abstenção não conta para a distribuição de lugares no parlamento.
Não estou com isto a dizer que partidos extremistas, como o PNR ou o PCTP MRPP, ou sem ideologia, como o MEP ou o MMS, fossem melhor a governar o país. A questão é que, exactamente por esses partidos não serem, aparantemente, melhores do que os que estão no parlamento, uma eventual eleição de alguns dos seus membros para o parlamento faria com que os partidos do poder se vissem obrigados a mudar verdadeiramente de atitude.
Notem que, por muita mudança que o PS ou PSD ofereçam, a realidade é que eles não querem mudar o país, pois, afinal, este é o país que os elege sempre e onde eles fazem o que bem entendem. Não há, portanto, ne necessidade nem interesse mudar este país. Este é o país de sonho do PS e do PSD, pois é o país em que eles estão no topo da pirâmide.
E é por isso que eu peço a quem vota em branco ou nulo e a quem se abstem que faça o favor de votar nos pequenos partidos, para que os partidos do poder - o PS, o PSD, a CDU, o BE e o CDPS-PP - percebam que a sua hegemonia está em risco e que é imperativo inverter a situação.
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