É com alguma pena que verifico a falta de objectivos da maior parte dos portugueses. As pessoas parecem querer deixar-se levar pela vida, em vez de serem elas próprias a guiar os seus destinos.
Os jovens queixam-se que não há emprego e que vão acabar por ficar com profissões que não os motivam; contudo, não os vejo fazer nada para evitar isso. A verdade é que a grande maioria deles não tem objectivos de vida.
Vão entrar na Universidade, nem que seja para um curso sem interesse para eles nem saídas profissionais, apenas porque todos os outros o fazem. Ou seja, porque "sim".
Vão-se casar, e aposto que a maioria não o fará por "amor" (o que quer que isso signifique), mas apenas porque "já estão na idade" e porque "toda a gente se tem de casar". Mais uma vez, porque "sim".
E agora a parte que mais me assusta: eles vão ter filhos, independentemente de terem perfil ou vontade para isso, mas apenas porque "todos os casais têm de ter filhos". Ou seja, porque "sim".
Não é preciso ser um génio para compreender que esta gente, sem objectivos de vida, sem pensamento crítico, sem valor individual, está condenada a uma vida medíocre. O pior é que, com tanta mediocridade, o país torna-se também muito medíocre - o que, aliás, já o é.
Portugal não irá para a frente enquanto as pessoas se contentarem com esta vidinha. Só quando começarmos a lutar pelos nossos sonhos e a estabelecer objectivos de vida é que poderemos chegar a algum lado.
domingo, 11 de abril de 2010
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