Como não podia deixar de ser, vou mandar um bitaite sobre o WikiLeaks. Há vários comentadores de prestígio que criticam o WikiLeaks, pois as informações reveladas põem em causa a segurança do Ocidente.
Em primeiro lugar, devo dizer que, se há país que está a ser prejudicado, são os Estados Unidos, e não todo o Ocidente. Que eu saiba, a Europa (ainda) não é uma colónia dos americanos.
Há quem diga que a lista de locais estratégicos dos EUA disponibilizada pelo polémico site é um mapa para terroristas, o que eu acho um disparate, na medida em que os locais indicados são alvos óbvios que qualquer terrorista idiota conhece - não era preciso esperar por esta lista para se saber que, por exemplo, o Canal do Panamá é um ponto fulcral do comércio mundial. Aliás, sem ver a lista, posso afirmar que o Canal de Suez é também um ponto estratégico, bem como os oleodutos e gaseodutos espalhados por esse mundo fora.
É também falso que a WikiLeaks só revela informações que visam os EUA. Muito pelo contrário; apesar dos jornais darem maior destaque aos telegramas com conversa de café sobre líderes europeus, a verdade é que este site já publicou revelações sobre crimes contra a humanidade realizados por autoridades africanas, casos de abuso de poder em países da América Latina, e até experiências nas centrais nucleares do Irão.
Não deixa de ser interessante que a WikiLeaks lança informações que confirmam coisas que já desconfiávamos há muito: os voos da CIA em Portugal, as provas incriminatórias contra o casal McCann... e ainda dizem que este site é perigoso para a democracia!
É também muito triste que os EUA, que se gabam de ser os bastiões das virtudes democráticas, estejam a mexer os cordelinhos todos para calar Assange, chegando ao ponto de mandar a Suécia inventar um crime sexual para prender o homem.
E o mais triste é ver a Europa que, apesar de ter descoberto que os embaixadores americanos gozam dos seus líderes, continua a servir obedientemente os desejos dos EUA, fazendo tudo a seu alcance para apanhar a cabeça do WikiLeaks.
Pena é o WikiLeaks não existir há mais tempo. Certamente que não teriam sido precisas tantas comissões para discutir o caso Camarate, e todos saberíamos que um primeiro-ministro português foi morto porque uns certos norte-americanos queriam à fina força que vendêssemos armas ao Irão, apesar de terem feito um embargo contra esse país...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Sobre o Código do Trabalho...
A UE tem feito pressão junto do governo português para liberalizar o mercado de trabalho nacional, facilitando tanto os despedimentos como as contratações.
A primeira reacção face a estas propostas é a de oposição. "Facilitar os despedimentos? Nem pensar!". Porém, é preciso ter em conta que, hoje em dia, se um patrão quiser mesmo despedir alguém, ainda que sem justa causa, ele consegue. Já ouviram falar do "mobbing"? Pois bem, é uma forma de bullying realizada pelos patrões sobre os empregados - que acabam por se fartar e despedem-se. Isto quando os patrões não inventam uma "justa causa" para despedir trabalhadores.
Além disso, em teoria, isto iria também facilitar as contratações, já que os patrões não teriam medo de não conseguirem despedir os funcionários mais tarde. É também preciso ver que hoje em dia já não há empregos para a vida. O que não é mau, desde que se tenha sempre um trabalho motivante e bem-pago.
Contudo, isto é na teoria. Porque na prática, em Portugal, as coisas não vão funcionar assim. Infelizmente, os economistas esquecem-se sempre disso. Para começar, não há empregos motivantes e/ou bem-pagos - pois não há empresas que criem esse tipo de postos de trabalho. Precisamos de empresas empreendedoras, que cresçam para o estrangeiro e que precisem de funcionários que pensem, e não de funcionários que façam trabalho pesado.
José Sócrates - um verdadeiro cadáver político à espera que a Morte lhe ceife a vida - nunca compreendeu, como aliás os seus sucessores, que o problema do desemprego era (e é) a falta de empresas inovadoras, falta esta que é causada pela falta de financiamento e de incentivos para empreendedores das classes média e baixa (pois não é a classe alta que irá inovar).
Passos Coelho - o já intitulado futuro primeiro-ministro - afirma que o Estado não deve colocar as mãos na Economia. Sim senhor, estamos bem-servidos!
A primeira reacção face a estas propostas é a de oposição. "Facilitar os despedimentos? Nem pensar!". Porém, é preciso ter em conta que, hoje em dia, se um patrão quiser mesmo despedir alguém, ainda que sem justa causa, ele consegue. Já ouviram falar do "mobbing"? Pois bem, é uma forma de bullying realizada pelos patrões sobre os empregados - que acabam por se fartar e despedem-se. Isto quando os patrões não inventam uma "justa causa" para despedir trabalhadores.
Além disso, em teoria, isto iria também facilitar as contratações, já que os patrões não teriam medo de não conseguirem despedir os funcionários mais tarde. É também preciso ver que hoje em dia já não há empregos para a vida. O que não é mau, desde que se tenha sempre um trabalho motivante e bem-pago.
Contudo, isto é na teoria. Porque na prática, em Portugal, as coisas não vão funcionar assim. Infelizmente, os economistas esquecem-se sempre disso. Para começar, não há empregos motivantes e/ou bem-pagos - pois não há empresas que criem esse tipo de postos de trabalho. Precisamos de empresas empreendedoras, que cresçam para o estrangeiro e que precisem de funcionários que pensem, e não de funcionários que façam trabalho pesado.
José Sócrates - um verdadeiro cadáver político à espera que a Morte lhe ceife a vida - nunca compreendeu, como aliás os seus sucessores, que o problema do desemprego era (e é) a falta de empresas inovadoras, falta esta que é causada pela falta de financiamento e de incentivos para empreendedores das classes média e baixa (pois não é a classe alta que irá inovar).
Passos Coelho - o já intitulado futuro primeiro-ministro - afirma que o Estado não deve colocar as mãos na Economia. Sim senhor, estamos bem-servidos!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Morreu um Incompetente (Ernâni Lopes)
Foi hoje enterrado um velho ministro das finanças português, Ernâni Lopes.
Como não podia deixar de ser, toda a gente gabou o defunto, exaltando as suas supostas qualidades. A sua morte é uma grande perda para o país, disseram vários sujeitos.
Bom, na minha opinião, a morte deste incompetente não me mete nenhuma pena, muito pelo contrário. Este velho manhoso fazia parte daquele grupo de economistas que já foram ministros e que agora andam por aí a atirar postas de pescada e bitaites sem fundamento. Gajos tipo o Medina Carreira ou o Eduardo Catroga.
Não é irónico ouvi-los dizer, com um ar indignado, que somos mal governados, que os políticos deveriam fazer X ou Y, quando eles próprios já desempenharam altos-cargos públicos e nada fizeram para desenvolver o país?
"Ah, e tal, isto é tudo uma pouca vergonha, o governo devia era de aumentar as exportações e acabar com o desemprego!", grita o Medina, o Catroga, e este palhaço que morreu agora, o Ernâni. Curiosamente, quando eram ministros das finanças ou da economia, não fizeram nada disso! Aliás, foi graças à incompetência destes velhos babosos que a nossa economia chegou a esta lamentável situação.
Também acho engraçadas as propostas destes senhores: "temos de diminuir a depesa pública, aumentar as exportações e acabar com o desemprego". Uau, a sério? E foi preciso tirar uma licenciatura em Economia para chegar a essas conclusões? Fantástico! Bom, já agora, vou mais longe e digo que temos de desenvolver o país e fazer as pessoas felizes!
Pois é, a verdade é que estes Ernânis, Medinas e Catrogas sabem as metas que qualquer idiota sabe que têm de ser atingidas - mais exportações, menos importações, menos défice, menos desemprego - mas não fazem a menor ideia de quais são as medidas que devem ser tomadas para atingir esses objectivos. Não o sabem hoje, nem o sabiam quando eram ministros, e foi graças a essa incompetência que hoje a nossa economia é baseada em construtoras civis, supermercados e infra-estruturas privatizadas pelo Estado.
PS: Bom, ao menos o gajo morreu antes de se reformar. É menos uma pensão milionária que o Estado terá de pagar.
Como não podia deixar de ser, toda a gente gabou o defunto, exaltando as suas supostas qualidades. A sua morte é uma grande perda para o país, disseram vários sujeitos.
Bom, na minha opinião, a morte deste incompetente não me mete nenhuma pena, muito pelo contrário. Este velho manhoso fazia parte daquele grupo de economistas que já foram ministros e que agora andam por aí a atirar postas de pescada e bitaites sem fundamento. Gajos tipo o Medina Carreira ou o Eduardo Catroga.
Não é irónico ouvi-los dizer, com um ar indignado, que somos mal governados, que os políticos deveriam fazer X ou Y, quando eles próprios já desempenharam altos-cargos públicos e nada fizeram para desenvolver o país?
"Ah, e tal, isto é tudo uma pouca vergonha, o governo devia era de aumentar as exportações e acabar com o desemprego!", grita o Medina, o Catroga, e este palhaço que morreu agora, o Ernâni. Curiosamente, quando eram ministros das finanças ou da economia, não fizeram nada disso! Aliás, foi graças à incompetência destes velhos babosos que a nossa economia chegou a esta lamentável situação.
Também acho engraçadas as propostas destes senhores: "temos de diminuir a depesa pública, aumentar as exportações e acabar com o desemprego". Uau, a sério? E foi preciso tirar uma licenciatura em Economia para chegar a essas conclusões? Fantástico! Bom, já agora, vou mais longe e digo que temos de desenvolver o país e fazer as pessoas felizes!
Pois é, a verdade é que estes Ernânis, Medinas e Catrogas sabem as metas que qualquer idiota sabe que têm de ser atingidas - mais exportações, menos importações, menos défice, menos desemprego - mas não fazem a menor ideia de quais são as medidas que devem ser tomadas para atingir esses objectivos. Não o sabem hoje, nem o sabiam quando eram ministros, e foi graças a essa incompetência que hoje a nossa economia é baseada em construtoras civis, supermercados e infra-estruturas privatizadas pelo Estado.
PS: Bom, ao menos o gajo morreu antes de se reformar. É menos uma pensão milionária que o Estado terá de pagar.
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