sábado, 28 de agosto de 2010

Previsões para as Presidenciais

Bom, as presidenciais aproximam-se e, como não poderia deixar de ser, vou mandar uns bitaites acerca deste assunto.



Antes de mais, é certo e sabido que Cavaco Silva irá vencer as eleições, e logo à primeira volta, tal como nas últimas presidenciais. E isto irá acontecer por vários motivos.



Em primeiro lugar, de todos os candidatos, Cavaco é, de longe, quem tem mais carisma. Só existe outro candidato que teria potencial para o derrotar: Fernando Nobre.



Fernando Nobre nunca foi político (o que é bom), é o fundador da AMI e continua a realizar trabalho humanitário nos quatro cantos do mundo. Se o PS, o BE e o PCP tivessem juízo, teriam-no apoiado e talvez assim houvesse uma possibilidade real de derrotar Cavaco.



Curiosamente, os políticos da esquerda, que acusam os apoiantes de Cavaco de terem memória curta, parecem também eles sofrer de amnésia, já que se esqueceram das condições que levaram à vitória de Cavaco nas últimas presidenciais. Nomeadamente, o facto da esquerda se ter dividido em demasiados candidatos.



Nestas eleições, isso vai acontecer de novo, demonstrando mais uma vez a falta de inteligência dos nossos políticos. À direita, temos Cavaco; à esquerda, temos o pateta Alegre, um idiota do PCP, um palerma do PS e Fernando Nobre, que merecia ser presidente, e que até poderia ganhar, não fosse a falta de apoio por parte dos partidos e da comunicação social.



A comunicação social, como é hábito, tem feito um péssimo trabalho, dando a impressão que os únicos candidatos são Cavaco e Alegre. Isto também demonstra a falta de inteligência dos nossos jornalistas, já que só um tolo pode achar que Alegre tem hipóteses de derrotar Cavaco.



Vamos então analisar esse pateta que é o Alegre. Manuel Alegre é um gajo que nunca fez nada de útil na vida e que só sobrevive graças ao PS. Além disso, antes do 25 de Abril, Alegre fez parte da "Voz da Liberdade", uma rádio sediada na Argélia que servia para deitar abaixo o já fraco moral das nossas tropas, e, segundo se diz, para ajudar os movimentos independentistas africanos a descobrir o que andavam as nossas forças a fazer. Uma coisa é fazer oposição ao regime, outra é traição.



Ou seja, embora Alegre pareça ser alguém com valores, chegando ao ponto de desafiar a disciplina de voto dos deputados do PS (ui, que coragem!), a verdade é que é um oportunista (como qualquer político que tenha conseguido permanecer tanto tempo no parlamento) e, ainda por cima, um traidor. E seria muito injusto que o antigo líder da "Voz da Liberdade" se tornasse no presidente da república, que é o chefe máximo das forças armadas.



Além disso, o que todos se esquecem é que Manuel Alegre já foi derrotado por Cavaco Silva. E ainda que, dentro do PS, ele seja um tipo com muita influência e muito respeitado, isso não quer dizer que os portugueses pensem da mesma maneira.



Cavaco será reeleito, como aliás todos os presidentes da república desde Ramalho Eanes têm sido reeleitos. Se Fernando Nobre fosse o único candidato da esquerda, talvez as coisas fossem diferentes. Ou até se, em vez do pateta Alegre, o candidato do PS fosse o Guterres, aí sim haveria competição a altura.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Culpado do Acidente

Toda a gente, em especial o típico português, gosta de arranjar um bode expiatório. Alguém que possa arcar com todas as culpas de uma determinada situação em que, na verdade, várias pessoas e/ou instituições tiveram a sua quota-parte de responsabilidade.



Por exemplo, no caso do terrível acidente que ocorreu há uns dias, os meios de comunicação não hesitaram em dar tempo de antena a "comentadores", profissionais ou amadores, que procuram descobrir quem há-de ser o bode expiatório desta infeliz calamidade.



Não foi preciso esperar muito para que se atirassem as culpas ao Estado, porque "o trajecto da A25 não é suficientemente bom", ou à GNR, porque "se estivesse lá uma patrulha, os condutores teriam tido mais cuidado".



Ou seja, mais uma vez, temos o cenário do "a culpa é dos políticos". Claro que os políticos que temos são de facto descaradamente incompetentes, o que leva a que seja considerado aceitável culpá-los de tudo. Todavia, desta vez, a culpa não foi dos políticos, nem da Estradas de Portugal, nem da GNR.



"A culpa foi do tempo", disseram alguns dos lançadores de bitaites. Mas todos os condutores devem ser capazes de conduzir em condições atmosféricas adversas, como é o caso da chuva ou do nevoeiro. É por isso que os carros têm faróis e limpa-pára-brisas, e é por isso que o código da estrada proíbe ultrapassagens quando não há visibilidade e aconselha a circular com moderação nestas situações.



Portanto, a culpa não foi do Estado, nem do tempo. Foi dos condutores que, apesar do nevoeiro e chuva cerrados, circulavam sem os faróis ligados e a ultrapassar em grande velocidade os carros de quem teve a sensatez de andar mais devagar. Ou dos curiosos que, após o primeiro acidente, e apesar de já haver gente a socorrer as vítimas, decidiram parar o carro para ver a desgraça, formando assim um engarrafamento que levou ao segundo acidente. E isto que estou aqui a escrever não é um bitaite, mas um relato de um condutor que circulava na A25 naquela altura e que, graças à sua prudência, não foi atingido pelo acidente.



É verdade que a maior parte dos condutores que, infelizmente, foram vítimas desta tragédia, estavam a respeitar as regras e a conduzir de forma sensata. Contudo, se há alguma lição que podemos tirar deste triste acontecimento é o seguinte: os portugueses têm de aprender a conduzir de forma civilizada. Esta é a mensagem que deve ser passada, e não o típico "a culpa foi do Estado" que, embora muitas vezes seja aplicável, desta vez é uma desculpa sem fundamento.



Os meus pêsames aos familiares das vítimas e espero que os condutores portugueses comecem a abrir os olhos e deixem de pensar que estas tragédias só acontecem aos outros. De relembrar que já houve outras acidentes e outras mortes nas estradas portuguesas neste ano para além das desta calamidade.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os Incêndios

Mais uma vez, Portugal é devastado pelos incêndios. Sinceramente, já era tempo de alguém fazer alguma coisa. E, quando digo "alguém", refiro-me ao Estado.



É verdade que, tendo em conta as temperaturas que temos no nosso país durante o Verão, é impossível impedir que ocorram incêndios. Até porque alguns serão provocados por mão criminosa.



Todavia, é igualmente verdade que se poderiam reforçar a prevenção e o combate aos fogos. A prevenção deveria ser reforçada através duma coisa que é muito falada mas que ninguém faz, que é a limpeza das matas.



Nem os cidadãos que moram em zonas rurais nem o Estado limpam as matas. A minha proposta era a seguinte: colocar os presos, guardados por membros das forças armadas, a limpar as matas, sejam elas propriedade pública ou privada, durante o Outono, o Inverno e a Primavera.



Assim conseguiam-se três coisas: diminuir o perigo dos incêndios a custo zero, rentabilizar os presos e as forças armadas e, finalmente, arranjar maneira de castigar de forma exemplar os condenados (ao contrário do que hoje ocorre, em que os presos têm comidinha, roupa lavada, playstation e tv cabo com sport tv).



Entretanto, e já que estamos a falar disto, poderia-se também usar os presos (sempre guardados por membros das forças armadas) para re-arborizar o país e, já agora, limpar os sistemas de escoamento de águas e desimpedir as linhas de água, evitando assim as cheias durante o Inverno.



Todavia, além de apostar na prevenção, seria também necessário reforçar o combate aos incêndios. E aqui bastaria equipar melhor os bombeiros (em vez de se gastar em carros topo de gama para os políticos e os gestores públicos, comprava-se melhor equipamento) e, durante o tempo dos incêndios (Verão) e das cheias (Inverno), enviar membros das forças armadas para ajudarem os bombeiros.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Futuro Próximo de Portugal

Hoje decidi fazer um exercício de futurologia. Vou tentar prever aquilo que irá acontecer em Portugal, a nível político, durante os próximos anos.



Para começar, é óbvio que o vencedor das eleições presidenciais do próximo ano será Cavaco Silva. O único candidato que o poderia derrotar seria Fernando Nobre, que, além de não ser um político "profissional", é o criador da AMI e um cidadão exemplar. Contudo, como os idiotas do PS e do Bloco decidiram apoiar Manuel Alegre, e como os meios de comunicação social prestam mais atenção a Cavaco e Alegre, Nobre não terá a visibilidade necessária para vencer. Entretanto, entre o poeta Alegre e estóico Cavaco, é óbvio que o povo português irá reeleger o actual presidente da república.



Agora vamos à queda de Sócrates. Como é evidente, este governo minoritário estava condenado desde o início. Por um lado, um país em crise precisa de um governo forte; por outro, o nome de Sócrates não pára de se ver envolvido em casos como o Freeport ou o Face Oculta. Com Cavaco reeleito e estando a situação financeira um pouco mais estável, bastará uma moção de censura para fazer cair o governo.



Como é fácil de prever, o novo primeiro-ministro será Passos Coelho. Todavia, o facto de ele se ter mostrado um neoliberal descarado irá impedi-lo de conseguir uma maioria absoluta nas eleições legislativas. Porém, irá conseguir uma votação superior àquela que Sócrates obteve em 2009. Ainda assim, será um governo minoritário - um pouco como os governos do Guterres, que tinham sempre quase maioria absoluta (faltava o quase).



Como o PSD irá roubar votos ao eleitorado do CDS, isso significa que os populares não terão peso suficiente no parlamento para que valha a pena fazer uma coligação com os sociais-democratas. Assim, Passos Coelho irá liderar um governo minoritário, apostando na aparente abertura ao diálogo e sentido de Estado que tem demonstrado desde que chegou à liderança do PSD.



Durante o governo de Passos Coelho, as leis laborais vão ser flexibilizadas. Várias empresas públicas serão privatizadas. Os apoios sociais vão diminuir. Muitos funcionários públicos serão despedidos. Através destas medidas, o défice será controlado. O problema será o aumento da precariedade. Entretanto, Passos Coelho irá começar a privatizar as escolas e os hospitais. E é aí que as coisas se vão complicar para ele.



Com a popularidade do governo em queda e o Estado-Providência ameaçado, a oposição irá unir-se numa moção de censura que vai derrubar Passos Coelho. Nas eleições, o PSD será castigado pelo seu neoliberalismo. Contudo, o povo não terá memória curta e vai lembrar-se que a "alternativa", o PS, também não fez grande coisa da última vez que esteve no poder (além disso, é pouco provável que os socialistas arranjem um líder forte em tão pouco tempo).



O resultado é que o PS vencerá, mas sem maioria absoluta. Ora, para evitar que este governo tenha o mesmo fim que os dois anteriores, o PS vai fazer uma coligação que lhe dará a maioria absoluta no parlamento. E o único partido possível para tal será o Bloco de Esquerda, que terá ganho bastantes votos ao defender o Estado Social contra o neoliberalismo do PSD.



Entretanto, irá acabar o segundo e último mandato presidencial de Cavaco. Os candidatos para novo presidente da república serão Marcelo Rebelo de Sousa e, provavelmente, António Guterres. Será uma eleição disputada; porém, o vencedor será o professor Marcelo.



Enquanto se desenrolam as eleições presidenciais, o governo PS+BE irá fazer o oposto que Passos Coelho fez: vai aumentar as protecções sociais e o dirigismo do Estado. Consequentemente, o défice irá aumentar. Entretanto,o Bloco irá convencer o PS a legalizar a venda de drogas leves (contando também com o apoio da CDU). Questões como a adopção por casais homossexuais, a regulação da prostituição ou a eutanásia serão também discutidas, o que não irá agradar ao novo presidente (Marcelo).



Todavia, as relações entre o PS e o Bloco irão deteriorar-se rapidamente, pelo que a coligação poderá não aguentar até ao fim do mandato. Além disso, o novo presidente - Marcelo - não irá ver com bons olhos os debates lançados pelo BE. Finalmente, a coligação do governo irá mostrar-se incapaz de responder com mão firme à imigração ilegal e à criminalidade ligada aos bairros problemáticos - o que, consequentemente, levará a um crescimento do CDS.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dinamizar o Tesouro de Salazar

Recentemente, uma agência estrangeira (a Bloomberg) declarou Salazar o maior investidor que Portugal já teve, devido às famosas reservas de ouro do Banco de Portugal.



Apesar de frequentemente nos esquecermos disto, o facto é que Portugal é um dos países com maiores reservas de ouro relativamente ao valor do PIB. Infelizmente, este ouro não tem sido aproveitado, o que aliás me parece uma grande idiotice por parte dos nossos políticos, tendo em conta a situação de défice crónico que nos aflige desde... enfim, desde sempre.



Claro que não se pode simplesmente vender o ouro todo e gastar o dinheiro. Até porque o regulamento do Banco de Portugal o proíbe, de modo a evitar que aquele ouro que tanto trabalho nos deu a adquirir seja mal gasto pelos incompetentes dos nossos políticos (que é o que normalmente acontece com o dinheiro das privatizações).



Além disso, nunca se poderia vender uma grande quantidade em pouco tempo, pois, pela lei da oferta e da procura, isso levaria a que o valor do ouro descesse, o que evidentemente não nos convém.



Segundo o regulamento do Banco de Portugal, o dinheiro conseguido através da venda de ouro não vai directamente para as mãos rotas dos nossos políticos, mas sim para uma conta. Conta essa que irá, obviamente, gerar juros, e é o valor desses juros que é entregue ao Estado.



A minha proposta para dinamizar o "tesouro" do Salazar seria a seguinte: vendia-se uma parte do ouro (claro que, como referi acima, esta venda não poderia ser realizada toda de uma vez, de forma a não baixar o valor do ouro) e, com os juros da conta mencionada no parágrafo anterior, o Estado iria adquirir acções das empresas mais lucrativas do país - a SONAE, a Jerónimo Martins, o BES, o BCP, o BPI, a Corticeira Amorim, a Teixeira Duarte, a PT, a Galp, a EDP, etc.



O objectivo não seria nacionalizar ou re-nacionalizar estas empresas, nem sequer criar novas "golden shares". O objectivo seria o mesmo que qualquer um dos grandes accionistas destas empresas: ganhar dinheiro.



Desta forma, o Estado iria criar uma nova fonte de receitas (os dividendos destas grandes empresas), o que, tendo em conta a crise que vivemos, seria certamente bastante útil.