O país está em crise. As agências de rating querem fazer-nos a vida negra. A nossa economia está débil. Todavia, isso não impede que os corajosos sindicatos dos trabalhadores se revoltem contra a exploração capitalista!
Mas que corajosos sindicatos são estes? De que trabalhadores explorados estou eu a falar? Ora, dos funcionários da CP, quem haveria de ser? Pois não há desgraçados mais explorados que esta gente! Ao pé das miseráveis condições laborais dos nossos ferroviários, a vida dos escravos das plantações da algodão parece o paraíso!
Felizmente que as marionetas do Partido Comunista, perdão, os corajosos sindicatos, decidiram iniciar a luta contra esta inaceitável exploração, dando assim início a uma série de greves que vão paralisar o país.
E que altura mais indicada para paralisar o país (que já costuma estar paralisado nos dias normais, quanto mais em dia de greve da CP) do que esta, em que todos deveriam estar a fazer sacrifícios para evitar que nos tornemos na nova Grécia.
Mas, alto lá, que mais importante do que as finanças do país, é a boa vida destes trabalhadores - quando os sindicatos e o PCP se referem a "trabalhadores", querem dizer "funcionários públicos mimados" - por isso, que se lixe a economia portuguesa.
E assim, graças ao protesto destes "trabalhadores", os trabalhadores a sério - os que não podem fazer greves senão perdem o emprego - não podem ir trabalhar. Esperem só até ao Pedro Passos Coelho se tornar primeiro-ministro e privatizar a CP, e aí quero ver estes meninos a fazerem greve outra vez!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
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