sexta-feira, 23 de abril de 2010

Energia Nuclear?

Recentemente, um grupo de economistas mostrou interesse em lançar um debate público sobre a questão da energia nuclear.


Como seria de esperar, a maior parte das pessoas mostra-se desconfiada em relação a este tipo de energia, dados os perigos que lhe estão associados. Todavia, há algo de que os portugueses se esquecem: os nossos "irmãos", os espanhóis, não só já têm centrais nucleares há bastante tempo, como as têm localizadas perto da nossa fronteira.


É verdade. "Ai, energia nulcear não, que se aquilo rebenta, vamos todos para o caralho!" Pois, acontece que nos arriscamos a ir "para o caralho" de qualquer maneira, graças às centrais nucleares castelhanas.


Assim sendo, creio que não teríamos nada a perder em apostar na energia nuclear, fosse o medo de um cenário tipo Chernobyl o único problema. Porém, o problema maior é o investimento necessário para construir uma central nuclear.


Contudo, se compararmos com outros projectos - nomeadamente o TGV - creio que é óbvio que uma central nuclear traria proveitos mais rapidamente do que a alta velocidade, cujos impactos positivos na economia não são tão garantidos...


Alguns ambientalistas estão contra a energia nuclear - não que esta seja perniciosa para o meio ambiente; muito pelo contrário, é uma forma de energia limpíssima -, temendo que, se apostássemos mais na energia nuclear, iria investir-se menos nas outras energias alternativas. Todavia, este é um medo sem fundamento. Pelo contrário, com o dinheiro ganho com a energia nuclear, poderia-se investir ainda mais na investigação científica/tecnológica (o que inclui o desenvolvimento das energias renováveis).


Finalmente, há ainda outro ponto que eu gostaria de referir. Costuma-se dizer que um dos problemas de Portugal é a desertificação do interior. Ora, para a energia nuclear, isso é uma vantagem. Poderia contruir-se uma central nuclear no Alentejo, perto da fronteira espanhola, numa das tais zonas desertificadas, e assim, mesmo que o pior acontecesse (o que é altamente improvável, se compararmos com o que ocorre no estrangeiro), ninguém seria penalizado.


Penso que, se é para termos obras faraónicas, que seja uma coisa útil e com resultados garantidos a médio prazo, como uma central nuclear, e não o TGV, cujos resultados são, na minha opinião, um pouco duvidosos...

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