quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reflexões sobre a Moda

Antes de mais, devo dizer que eu não ligo muito à moda. Visto-me de maneira simples e prática, sem me preocupar muito em ver "o que está na moda". Contudo, e como qualquer bom português, não posso deixar de mandar uns bitaites acerca do assunto. Ou não estivéssemos nós na blogosfera.



Não irei falar sobre o facto das modelos serem uns "paus de virar tripas" e que tal facto pode promover a anorexia e outros distúrbios alimentares. Nem irei opinar sobre o facto de os estilistas estarem convencidos que ditam as tendências da moda, quando, na verdade, quem o faz são os designers das grandes cadeias de lojas de pronto-a-vestir.



Irei reflectir sobre o conceito de "tendência" que guia a moda. Como sabem, as tendências variam consoante a época do ano - agora "está na moda" a cor roxa, no próximo Inverno "estará na moda" a cor azul. Esta estação usam-se as calças largas, na estação seguinte serão usadas calças mais justas. É assim que as coisas funcionam.



Ora, na minha opinião, o facto de as coisas funcionarem dessa maneira é errado. Cada ser humano é único. Cada pessoa tem (ou deveria ter) valor individual. Infelizmente, a nossa sociedade, apesar de teoricamente defender estes princípios, não os plaica na prática.



Onde está a promoção do individualismo quando as tendências da moda não variam de acordo com os tipos de personalidade mas sim com as épocas do ano? A ideia que se promove é que as pessoas pensam todas da mesma maneira, o que muda é o tempo.



Numa época em que se fala de empreendorismo e de inovação, eis aqui uma ideia: e que tal criar uma marca de pronto-a-vestir em que, em vez das tendências se alterarem cronológicamente, houvessem várias tendências diferentes ao mesmo tempo que procurassem valorizar os diversos tipos de personalidade e as diversas mentalidades que existem na sociedade, promovendo assim o individualismo?

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