domingo, 9 de janeiro de 2011

Previsões para 2011

O ano que agora começou poderá ser um ano decisivo para o futuro próximo do nosso país. Não me refiro às eleições presidenciais, pois toda a gente já sabe que Cavaco Silva irá ser reeleito na primeira volta (embora, na minha opinião, o candidato com mais mérito seja, de longe, Fernando Nobre).


Os três grandes factores que poderão (ou não) alterar o rumo de Portugal são os seguintes:


- Em primeiro lugar, a luta entre Portugal e a ganância dos mercados. Será que iremos sobreviver sem passar a vergonha de pedirmos ajuda ao FMI? Depende da inteligência, criatividade e competência dos nossos políticos (que, infelizmente, são muito limitadas), da imagem que os meios de comunicação passam do FMI ("ai, o FMI se cá viesse endireitava isto tudo, o FMI é que era bom") e do comportamento dos nossos camaradas da UE.


- Em segundo lugar, a reacção das pessoas às medidas de austeridade. Nada irá mudar se reagirmos da maneira habitual, que é com o comportamento do "cão que ladra, mas não morde" - ou seja, mandamos bitaites, mas continuamos calminhos e quando há eleições votamos nos palermas do costume (PS/PSD). Todavia, se finalmente aparecer alguém com coragem de fazer algo que se destaque (e não, não estou a falar dos funcionários públicos e camaradas comunas a fazerem manifestações), talvez aí haja mudança.


- Finalmente, temos as eleições legislativas que, a princípio, vão ocorrer durante o próximo ano. Será que Passos Coelho irá ganhar com maioria absoluta? Com maioria relativa? Fará coligação com o CDS-PP? Ou será que a esquerda, encabeçada por um novo líder do PS, irá conseguir uma reviravolta, usando a bandeira do estado social para derrotar o neo-liberalismo do novo PSD?

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