sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Carlos Castro e o Politicamente Correcto

Sei que este assunto já foi mais que debatido. Todavia, a equipa que produz este blogue não pode ficar calada enquanto observa que os principais meios de comunicação estão a passar uma versão "politicamente correcta" daquilo que ocorreu. Apesar de se falar muito do homicídio de Carlos Castro, ninguém teve ainda a coragem de discutir o que realmente aconteceu entre esta figura do Jet Set e Renato Seabra.


Sendo assim, nós cá no Blog Jibóias decidimos contar o que ocorreu (e não é preciso ser o Sherlock Holmes para adivinhar o que se passou) e, como esta é uma das raras situações em que a vida real nos brinda com uma lição de moral no final, vamos fazer esta narração como se tratasse de uma fábula de Ésopo.


Era uma vez um menino que nasceu num país cinzento, muito cinzento. A maior parte dos meninos da idade dele era obrigada a trabalhar arduamente, que nem os adultos, para sobreviver. Sonhos? Os meninos nascidos neste país cinzento não tinham sonhos; primeiro porque não tinham tempo para sonhar, e segundo porque sabiam que não valia a pena ter sonhos, pois nunca os iriam cumprir.


Contudo, este menino de que vos falo era diferente. Ao contrário de todos os outros, este tinha nascido num berço de ouro, o que singifica que não teve passar pelas dificuldades e frustrações dos seus compatriotas. E assim, protegido pela sua origem, este menino cresceu e pôde realizar muitos actos de "coragem". Afinal, é fácil ser-se corajoso quando temos as costas quentes. Da mesma forma que é fácil ser-se empreendedor quando já se nasceu rico.


O menino ficou adulto, e o adulto ficou velho. E durante estes anos, através do seu "trabalho árduo", ele tornou-se numa figura com fama. E que trabalho árduo foi esse que ele fez? Obras de arte? Descobertas científicas? Empresas multinacionais? Não. Festas para o Jet Set, crónicas sobre o Jet Set... enfim, o tipo de coisas que desenvolvem um país e que dão um saldo positivo à nossa balança comercial. Ou não.


Certo dia, apareceu um outro menino que também queria ser famoso sem fazer nada de útil. Ser rico sem ser construtivo. E este segundo menino cruzou-se com o nosso primeiro menino, que, como referimos, agora já era um velho. Ora, o velho julgou que poderia arranjar um amante, e o novo menino achou que poderia arranjar uma forma de subir na vida sem trabalho. Como se costuma dizer, uma mão lava a outra.


Mas as coisas complicaram-se, porque nenhum queria dar o primeiro passo. O velho só daria cunhas ao novo menino quando fossem os dois para a cama; o novo menino só iria para a cama com o velho quando este lhe desse as cunhas. Um impasse. Mas o velho, que foi sempre tão "corajoso", decidiu resolver a situação "atirando-se" ao menino.


Porém, o menino, que teve a sorte de nascer com um bom aspecto e, como tal, estava habituado a "comer" apenas as melhores miúdas, arrependeu-se de fingir ser homossexual e acabou respondendo com violência para parar o velho, matando o mal pela raiz (castrando-o) e, aproveitando o calor do momento, lá terminou o serviço e enviou o velho para os anjinhos.


Nem o velho "comeu" o menino, nem o menino arranjou uma boa vida à custa do velho. E daqui tiram-se duas grandes lições:
1- Nunca penses com a cabeça de baixo.
2- Tem cuidado se quiseres subir na vida sem mérito.


PS: Ao contrário do que dizem os meninos na televisão, se há pessoas que se estão a cagar para a morte do Carlos Castro, isso não é por homofobia, é por nojo ao Jet Set.

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