Enquanto que o PS se prepara para desistir e pedir ajuda à UE e o PSD esfrega as mãos com alegria, prevendo o regresso ao poder, acho que seria útil reflectirmos um pouco sobre o tipo de políticos que os dois partidos do rotativismo nos têm fornecido.
Como se pode observar pelo estado actual do nosso país, Portugal tem sido muito mal gerido. Todavia, apesar disso, as pessoas continuam a votar nos dois partidos do costume, PS e PSD. Creio que isto ocorre porque, apesar dos partidos serem os mesmos, em cada eleição surge um candidato novo e os eleitores acabam por se deixar enganar.
Ora, o problema é que a incompetência, a corrupção, o nepotismo e o egoísmo são características inatas dos partidos políticos - pelo menos no PS e no PSD. Salvo raríssimas excepções, todos os políticos de sucesso provenientes dos grandes partidos tornam-se corruptos. Se não o fossem, não teriam conseguido nenhum cargo.
A única ideologia que é verdadeiramente respeitada e praticada no PS e no PSD resume-se à expressão "Uma Mão Lava a Outra". Este é o grande pilar destes dois partidos. Para alguém chegar longe (ser candidato a deputado ou a outros cargos políticos, ser nomeado para a administração pública, etc.), tem de prometer favores aos seus camaradas partidários. Quando chega ao poder, tem de retribuir e pagar os favores que deve.
Os dirigentes partidários, os vereadores e presidentes de câmara, os deputados, os administradores e gestores de empresas e institutos públicos, todos eles só conseguiram chegar aonde estão através da aprovação dos seus correligionários. Essa aprovação não se consegue através dos valores morais ou das capacidades e competências que o sujeito possa possuir (até porque essas coisas nunca se debatem nos partidos), mas sim com muitas negociatas.
Ou seja, nenhum político do PS ou do PSD sabe como gerir o Estado, nem tem grandes planos para Portugal. Nunca se discutiu isso no partido, e os políticos não têm tempo para reflectir sobre esses assuntos. É por isso que só teremos bons governantes quando nos livrarmos dos partidos que nos dominam actualmente.
quarta-feira, 2 de março de 2011
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