Mais uma vez, Portugal não ganhou o concurso Eurovisão da canção. O que já seria de esperar, dada a música medíocre que a representante portuguesa foi lá cantar.
Portugal tem o record de ser o país a participar há mais tempo sem nunca ganhar. Existem várias causas para isto. Em primeiro lugar, as nossa músicas candidatas são, na maior parte das vezes, muito medíocres.
Se a RTP tivesse alguma coragem e estivesse realmente interessada na vitória, teria enviado uma banda Pop-Rock que fosse inovadora. Lembrem-se que a Turquia ficou em segundo lugar (e, a meu ver, merecia ganhar) graças à banda Manga, uma banda de rock bastante interessante e fora do comum. Não nos esqueçamos também que a Finlândia ganhou há uns anos devido à banda de hard rock Lordi.
Contudo, não basta ter uma música inovadora. Muito importante também são as amizades. Tirando a vitória alemã deste ano, os últimos vencedores da Eurovisão têm sido os nórdicos ou os países de leste.
Isto porque a Noruega dá sempre os 12 pontos à Dinamarca, a Suécia dá sempre 12 pontos à Finlândia, e assim sucessivamente. Mas o pior são os países do antigo bloco soviético, que não resistem em dar um generosa pontuação à mãe Rússia.
É também curioso ver que, apesar de no dia a dia se odiarem profundamente, os povos dos Balcãs esquecem as suas rivalidades e declaram tréguas durante a Eurovisão. A Sérvia vota na Bósnia, a Croácia vota Albânia... e aí por diante. E o pior é que cada ano surge um novo país naquela zona, logo os ex-jugoslavos têm cada vez mais probabilidades de vencer.
Portugal não tem amigalhaços, e tem somente uma ajudazita de França e, às vezes, de Espanha. Assim, torna-se difícil ganhar, especialmente com músicas de pouca qualidade.
Por mim, o representante de Portugal seria uma das novas banda que têm surgido e inovado recentemente no nosso panorama musical, como os Diabo na Cruz, os Azeitonas ou os Pontos Negros. Só não falo nos Deolinda porque parte da piada das suas músicas só pode ser percebida por portugueses.
Ah, e já agora: e se cantassem em inglês, ou, pelo menos, umas partes em português e outras em inglês?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
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