sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Arte" Contemporânea

Hoje vou mandar um bitaite sobre um tema que eu aprecio muito: as artes plásticas - isto é, a pintura e a escultura.


Como o leitor já se deve ter apercebido, os artistas de hoje em dia nada têm a ver com os grandes mestres do passado. Não há ninguém que pinte ou esculpe como Miguel Ângelo, Leonardo ou Rafael. Não, hoje a arte está centrada apenas em ideias e conceitos, e, por isso, a forma não interessa.


É por isso que, actualmente, a maioria dos escultores e pintores não são, de facto, dignos desse nome, já que não esculpem nem pintam com a qualidade dos grandes mestres do passado. Em vez disso, eles desejam apenas transmitir ideias e chocar quem vê as suas obras. É a chamada Arte Contemporânea, e quem a pratica está mais próximo de ser um filósofo do que propriamente de ser um verdadeiro artista.


Como é que se chegou a esta situação? Bom, tudo começou no final do séc. XIX, quando foi inventada a fotografia. Devido a essa invenção, começou-se a considerar a arte tradicional algo antiquado e desnecessário, dado que agora era possível retratar qualquer coisa com pouco trabalho através da máquina fotográfica.


Como se sabe, a arte - como outras áreas do conhecimento humano - tem de ser algo criativo e inovador. Logo, os artistas do final do séc. XIX e início do séc. XX decidiram deixar a arte "tradicional" e inovar, criando estilos como o impressionismo, o fauvismo, o cubismo, o expressionismo, o futurismo, o abstractionismo, o surrealismo e o dadaísmo.


Estes estilos, apesar de não possuírem a qualidade técnica dos artistas do passado, não deixavam de ser atraentes e interessantes. Todavia, após a Segunda Guerra Mundial, o artistas continuaram a seguir o caminho da abstracção e a preocupar-se cada vez mais com as mensagens transmitidas pelas obras, negligenciando a aparência - que deveria ser a base da Arte.


E assim, há mais de 60 anos que os gurus da pseudo-intelectualidade consideram que a boa arte é a "arte" minimalista, a "arte" conceptual. E os artistas continuam a criar obras cada vez mais bizarras, apenas com a intenção de provocar e chocar.


Contudo, se um bom artista é um artista inovador, parece-me que todos aqueles que se dedicam a esta "arte" contemporânea não são bons artistas, dado que este tipo de arte tem sido repetido por toda a gente no últimos 60 anos. Logo, a Arte Contemporânea já não é inovadora: tornou-se no lugar-comum, no banal. Toda a gente a faz.


Na actualidade, um artista inovador não será aquele que faz como todos os outros e produz "arte" contemporânea, mas sim aquele que terá a coragem para quebrar com os canônes e fazer algo revolucionário: voltar a pintar e a esculpir como os mestres do passado.


Será que ainda há alguém capaz de produzir obras como as do Renascimento ou do Romantismo?

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