Como não poderia deixar de ser (dada a natureza do meu blog), tenho de fazer um comentário ao caso Bruna Real.
Comecemos pelo início. A jovem Bruna Real, que é professora de música, decide pousar nua para a Playboy. A câmara municipal de Mirandela descobre e prepara-se para a despedir.
Então, deixem ver se eu percebi quais os valores do Estado português: as pessoas não são despedidas por serem incompetentes, por falta de mérito, ou por serem tachos arranjados pelo partido no poder. Não, elas são despedidas por terem comportamentos que chocam os conservadores.
Curiosamente, quando é uma quarentona rugosa do "Jet Set" que pousa para uma revista destas com o intuito de mostrar que "ainda é boa" - tipo a Maya ou outras - aí já não há mal nenhum, e até aqueles comentadores maricas da TV, tipo o Cláudio Ramos, o Daniel Nascimento ou o Nuno Eiró, surgem em Tertúlias Cor-de-Rosa a gabar o bom estado de conservação e o suposto "glamour" que as tias de Cascais ainda têm.
Que engraçado que isto é. Em Inglaterra - a maior parte das jibóias e gazelas do meu blog são inglesas - as revistas masculinas mostram preferencialmente gajas novas com seios naturais que, não sendo famosas, são boas. Porque toda a gente sabe que estas revistas servem para os homens se deliciarem por uns instantes, e não para velhas do Jet Set se exibirem.
A única coisa que tenho a criticar à Bruna Real é o facto das mamas dela serem falsas. Tirando isso, cada um faz o que quiser da sua vida. Se as meninas de Cascais, filhas das grandes famílias da "elite", também se despem e até são aplaudidas pelos panisgas, porque não hão-de as outras pessoas fazê-lo?
domingo, 23 de maio de 2010
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