Mais uma vez, estamos em crise (desde o dia em que o Guterres se demitiu que ouço dizer que estamos em crise, mas parece que agora é que é a sério). Lá vamos nós ter de apertar o cinto novamente, e ter esperança que o futuro será melhor.
Todavia, e apesar de eu não gostar de ser um desmancha-prazeres, devo alertar para o facto de que o futuro não será melhor, pelos menos se não se alterar a forma como se faz política em Portugal.
Portugal está preso a um ciclo vicioso desde o dia 25 de Abril de 1974. Este ciclo tem duas fazes que se vão alternando eternamente: uma fase de vacas gordas e uma de vacas magras. Actualmente vivemos numa de vacas magras, como é fácil de constatar.
Durante as fases de vacas magras, o Estado e os portugueses apertam o cinto e poupam dinheiro. Nas fases de vacas gordas, o Estado e os portugueses esbanjam o dinheiro que pouparam na fase de vacas magras. Quando já gastaram o dinheiro todo, começa uma nova fase de vacas magras, e assim sucessivamente, ad eternum.
Bom, mas eu não sou como os comentadores televisivos ou como a maioria dos outros bloggers, que se limitam a criticar esta situação. Eu dou ideias.
A ideia de hoje consiste em aproveitar algo que está muito mal explorado: a CPLP, a comunidade de países lusófonos. Actualmente, esta instituição serve apenas para que cabo-verdianos, brasileiros, angolanos e afins entrem em Portugal de qualquer maneira e tenham tantos ou mais direitos que os portugueses.
A minha ideia era usar a CPLP para facilitar a penetração de empresas portuguesas em países como o Brasil, Angola, Moçambique, etc. Estas empresas iriam extrair as matérias-primas destes países em desenvolvimento e levá-las para Portugal, onde seriam transformadas e comercializadas para o resto do mundo.
Alguns dirão que é uma forma de neo-colonialismo. Muito bem, isso poderia ser contrabalançado da seguinte forma: estas empresas portuguesas comprometeriam-se a financiar e patrocinar escolas e hospitais nestes países, para além de gerarem emprego para as populações locais.
Creio que seria um bom negócio para ambas as partes. Portugal iria ganhar mais influência económica, enquanto que os outros países da CPLP iriam ver o seu Estado Social fortalecido.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
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