Há anos e anos que se ouve dizer que Portugal precisa de aumentar a sua taxa de natalidade. "Precisamos de mais bébés", diz toda a gente, do trolha ao Presidente da República.
A verdadeira razão para se dizer que é necessário aumentar a natalidade é a seguinte: impedir a Segurança Social de ir à falência. Bom, em primeiro lugar, creio que seria mais fácil se os políticos descobrissem um fonte de receitas alternativa que pudesse reforçar as contas da Segurança Social.
Todavia, façamos de conta que a única forma de salvar as nossas reformas é aumentando a natalidade. Observemos o que tem sido feito para atingir esse objectivo. Basicamente, a única coisa que foi feita foi o abono de família.
Porém, o abono de família não é grande coisa. Não será graças àquela mísera quantia que um casal se sentirá incentivado a ter mais filhos. Mas esperem, há quem tenha mais ajudas e mais apoios... nomeadamente, aqueles "portugueses" que vivem à custa do Rendimento Social de Inserção.
Esses sujeitos recebem apoios mais generosos e certamente se sentirão tentados a ter mais filhos. Contudo, há aqui um erro gravíssimo. Voltemos ao início: qual é a razão pela qual temos de aumentar a natalidade? Salvar a Segurança Social, certo?
Então, vejam bem este disparate: para impedir que a Segurança Social vá à falência, são distribuídos abonos, os mais generosos dos quais vão para as gentes que vivem às custas da Segurança Social, de modo que serão essas famílias que terão mais filhos, filhos esses que, muito provavelmente, vão também eles viver às custas da Segurança Social...
Conclusão: em vez de salvar a Segurança Social, isto ainda vai enterrá-la mais! Senão pensem: as pessoas que trabalham continuam a ter poucos filhos, enquanto que os parasitas, com todos estes apoios e abonos, vão ter mais filhos, que vão também viver à custa da Segurança Social. Ou seja, a proporção de população parasita aumentará, enquanto que a população trabalhadora irá manter-se ou até diminuir. Isto significa que a Segurança Social terá mais despesas e menos receitas!
quarta-feira, 31 de março de 2010
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