A UE tem feito pressão junto do governo português para liberalizar o mercado de trabalho nacional, facilitando tanto os despedimentos como as contratações.
A primeira reacção face a estas propostas é a de oposição. "Facilitar os despedimentos? Nem pensar!". Porém, é preciso ter em conta que, hoje em dia, se um patrão quiser mesmo despedir alguém, ainda que sem justa causa, ele consegue. Já ouviram falar do "mobbing"? Pois bem, é uma forma de bullying realizada pelos patrões sobre os empregados - que acabam por se fartar e despedem-se. Isto quando os patrões não inventam uma "justa causa" para despedir trabalhadores.
Além disso, em teoria, isto iria também facilitar as contratações, já que os patrões não teriam medo de não conseguirem despedir os funcionários mais tarde. É também preciso ver que hoje em dia já não há empregos para a vida. O que não é mau, desde que se tenha sempre um trabalho motivante e bem-pago.
Contudo, isto é na teoria. Porque na prática, em Portugal, as coisas não vão funcionar assim. Infelizmente, os economistas esquecem-se sempre disso. Para começar, não há empregos motivantes e/ou bem-pagos - pois não há empresas que criem esse tipo de postos de trabalho. Precisamos de empresas empreendedoras, que cresçam para o estrangeiro e que precisem de funcionários que pensem, e não de funcionários que façam trabalho pesado.
José Sócrates - um verdadeiro cadáver político à espera que a Morte lhe ceife a vida - nunca compreendeu, como aliás os seus sucessores, que o problema do desemprego era (e é) a falta de empresas inovadoras, falta esta que é causada pela falta de financiamento e de incentivos para empreendedores das classes média e baixa (pois não é a classe alta que irá inovar).
Passos Coelho - o já intitulado futuro primeiro-ministro - afirma que o Estado não deve colocar as mãos na Economia. Sim senhor, estamos bem-servidos!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
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