Já não bastava a nossa economia ser uma miséria e o FMI vir-nos fazer uma visita, como agora os nossos políticos fazem questão de mostrar, uma vez mais, o que é mais importante para eles: os seus partidos, é claro.
Um país na nossa situação deveria tentar ser o mais amável possível para com a UE e o FMI. Deveríamos dar uma imagem de união, de espírito de sacrifício, de vontade em corrigirmos as nossas lacunas. Contudo, e apesar do contexto que atravessamos, os políticos não pensam assim.
Como é habitual desde o dia em que foram legalizados os partidos no nosso país, os nossos políticos - ou melhor, os nossos politiqueiros - dão prioridade aos seus interesses pessoais e partidários e só depois, se não der muito trabalho, lá vão desenrascando umas coisitas para o país.
Assim, Sócrates não cortou na despesa fútil do Estado, como os institutos públicos ou as empresas municipais que dão prejuízos crónicos, apenas devido aos facto de muitos boys do PS terem bons tachos nessas organizações. Da mesma forma, teimou em continuar com o TGV e com outras obras inúteis... provavelmente está à espera de um lugar na Mota Engil, como aconteceu com o seu amigalhaço Jorge Coelho.
Da mesma forma, Passos Coelho poderia negociado com Sócrates e evitar a vinda do FMI. Porém, a sede de poder da canalha do PSD estava a ficar incontrolável e, por isso, chumbou o PEC4, apesar de saber que o FMI iria pedir sacrifícios piores. Tudo isto para provocar eleições antecipadas e assim chegar ao pote.
O CDS, embora tente passar uma imagem de partido "responsável" e com "sentido de Estado", alinhou no chumbo do PEC4, pois sabe que vai aumentar os seus votos e que o PSD terá de o incluir no novo governo. Mais uma vez, o mais importante é alcançar um bom poleiro.
A esquerda radical, que se diz contra o FMI e contra o neoliberalismo, precipitou alegremente a queda do governo, embora soubesse das consequências - nomeadamente, que o próximo governo seria de direita. Isto na esperança de conseguirem mais uns lugares no parlamento. Enquanto isso, promovem greves dos transportes públicos, dificultando a vida a quem quer trabalhar.
Sinceramente, começo a ficar farto deste país. E o pior não é este comportamento dos políticos. O pior é que, apesar disto tudo, as pessoas vão continuar a votar neles. Será que ninguém reparou que há mais partidos disponíveis no boletim de voto? Como é possível ainda haver gente a votar PS, PSD, CDS, BE ou CDU? Acho que os finlandeses têm razão em não nos quererem ajudar; afinal, nós nunca aprendemos e continuamos a repetir os mesmos erros.
Para comentar, discutir ou criticar este post, visita o nosso fórum e vai a este tópico.
domingo, 17 de abril de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário